A Xiaomi iniciou os testes beta de uma atualização importante para seus Xiaomi AI Glasses, prometendo transformar o acessório em algo muito mais do que um simples wearable. Com a nova versão do firmware, os óculos passam a integrar recursos avançados de inteligência artificial voltados à saúde, funcionando como uma espécie de assistente médico virtual.
Atualmente, apenas 200 usuários selecionados participam da fase de testes, que segue até o dia 21 de janeiro. Mesmo assim, a novidade já chama atenção por sugerir um novo caminho para a aplicação de IA em dispositivos vestíveis.
🧠 Integração com IA de saúde da Ant Financial
O principal destaque da atualização está na integração com o Afu Health Manager, sistema de saúde inteligente desenvolvido pela Ant Financial, empresa ligada ao ecossistema do Alipay. A partir dessa conexão, os óculos passam a analisar o contexto visual captado pelas câmeras embutidas.
Por exemplo, o dispositivo consegue identificar rótulos nutricionais, alimentos, embalagens de remédios e outros elementos do cotidiano. Com base nessas informações, o sistema fornece orientações de saúde personalizadas, exibidas diretamente na interface visual dos óculos.
Embora o recurso impressione, a Xiaomi esclarece que essa funcionalidade está otimizada para o mercado chinês, já que depende de serviços integrados ao Alipay. Ainda assim, a tecnologia demonstra o potencial da IA aplicada à saúde preventiva.
📸 Fotos em alta resolução durante gravações de áudio
Além das funções médicas, a atualização traz melhorias práticas para o uso diário. Agora, os usuários conseguem capturar fotos em alta resolução enquanto gravam áudio, algo que amplia bastante as possibilidades do dispositivo.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial organiza automaticamente o conteúdo, criando um resumo inteligente que combina imagens e falas registradas. Dessa forma, quem participa de palestras, reuniões ou aulas consegue revisar as informações com muito mais facilidade.
Esse recurso se mostra especialmente útil em situações como:
- Registro de quadros brancos
- Anotações visuais durante apresentações
- Documentação rápida de ideias discutidas em grupo
🎙️ Assistente de voz mais inteligente e contextual
Outro avanço importante envolve o assistente de voz Xiao Ai, que recebeu melhorias significativas em compreensão e resposta. Agora, o sistema responde melhor a comandos baseados em imagens.
O usuário pode simplesmente olhar para um objeto e perguntar:
- “O que é isso?”
- “Quanto custa?”
A IA analisa o que está no campo de visão e retorna respostas em tempo real. Além disso, os lembretes de agenda criados por voz passaram a ser anunciados automaticamente no horário correto, mesmo quando o smartphone permanece no bolso.
Com isso, a Xiaomi reforça a proposta de tornar os óculos um assistente pessoal ativo, e não apenas um acessório passivo.
🌍 Disponibilidade e possíveis planos globais
Por enquanto, os Xiaomi AI Glasses continuam exclusivos do mercado chinês. O produto foi lançado em junho de 2025 pelo preço de 1.999 yuans, valor que gira em torno de R$ 1.500 em conversão direta.
Entretanto, rumores indicam que a empresa avalia uma versão global para 2026, possivelmente sob as marcas Xiaomi Smart ou POCO. Caso isso se confirme, o dispositivo pode competir diretamente com soluções como os Ray-Ban Meta Smart Glasses e futuros óculos inteligentes do Google e da Apple.
🚀 O que essa novidade indica para o futuro dos wearables
Com essa atualização, a Xiaomi deixa claro que enxerga os óculos inteligentes como plataformas completas de interação, produtividade e saúde. Ao combinar IA contextual, análise visual e assistência por voz, a empresa antecipa tendências que devem se espalhar por todo o mercado nos próximos anos.
Além disso, a proposta de um “médico virtual” reforça o papel da tecnologia como aliada na prevenção, no autoconhecimento corporal e na organização da rotina.
Se a Xiaomi conseguir expandir essas funções para outros mercados, os wearables podem deixar de ser apenas gadgets e se tornar ferramentas essenciais do dia a dia digital.
